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terça-feira, 28 de maio de 2013

Representantes de instituições culturais compareceram hoje no 1° Encontro Estadual da juventude negra alagoana .

Representantes de instituições culturais compareceram hoje no 1° Encontro Estadual da juventude negra alagoana .



Os representantes de cada instituição relacionada a cultura discutiram duas pautas relacionadas ao Plano Juventude Viva e Juventude Negra Alagoana .


                     

Nesta manhã de terça feira (28/05/13)  representantes de instituições relacionadas a cultura e do governo, compareceram  na secretaria de cultura de Alagoas aonde discutiram duas pautas importantes sobre Juventude negra Alagoana e o Plano Juventude Viva  , aonde articuladores , impulsionadores e representantes argumentaram sobre violência , intolerâncias e meios de como inserir a comunidade negra nesses programas .

A seguir mais fotos disponíveis :











sábado, 25 de maio de 2013

Salvador celebra o 'Dia da África' nesta sexta-feira e no sábado, no Pelourinho


Salvador celebra o 'Dia da África' nesta sexta-feira e no sábado, no Pelourinho

Apresentações acontecem no Largo Pedro Archanjo e Quincas Berro d’Água.
Evento conta ainda com um desfile de ‘Noivas Africanas’ no sábado.




dão (Foto: Divulgação)

Salvador celebra entre esta sexta-feira (24) e o sábado (25), o Dia da África, com programação que reúne nomes como Dão e a Caravana Black e as bandas Nós Kuió Bwé, Socakuduro Bidinte, além do Afro Bankoma, Graça Onassilê, Guiguio, Filhas de Gandhy e  Dionorina, e a atração internacional Patchi de Rima, do Guiné Bissau. As apresentações acontecem no Largo Pedro Archanjo, a partir das 19h.
Na sexta-feira (24) o público vai conferir Dão e a Caravana Black e as bandas Nós Kuió Bwé e Socakuduro Bidinte, do Guiné Bissau. Já no sábado (25), no Largo Tereza Batista, às 19h irá realizado um grande desfile de ‘Noivas Africanas’. No local o evento contará com atrações musicais como o Afro Bankoma, Carla Lis, Matheus Aleluia, Matildes e a Patchi de Rima, do Guiné Bissau.  Já às 20h30, o afoxé Filhas de Gandhy iniciará um grande cortejo pelas ruas e largos do Pelourinho.  Às 21h, Graça Onassilê  e Guiguio, ex- integrantes da ala de canto do Ilê Ayiê,  se apresentam no Largo Pedro Archanjo. No mesmo horário, Dionorina  exibe seu reggae no Largo Quincas Berro d’Água.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Representantes do projeto Jovens de terreiro discutem sobre " Intolerâncias " da sociedade atual .


Representantes do projeto Jovens de terreiro discutem sobre " Intolerâncias " da sociedade atual .




Reunião dos representantes do projeto foi feita dia 22/05 no Ilê Omom Oyá Funan AFéfé Orum , casa de pai Gil de Oyá Funan 



Representantes do projeto " Jovens de terreiro " Aprovado pelo ministério da cultura , se reuniram para discutir problemas abordados sobre Intolerâncias na sociedade , Direitos da mulher , sobre a lei maria da penha , discutiram também sobre temas variados abordando política , saúde , meio ambiente e respeito as diversidades na sociedade .


Abaixo mais fotos disponíveis :




segunda-feira, 20 de maio de 2013

Arqui memória debate patrimônio das cidades; terreiros de candomblé estão na pauta .


Arqui memória debate patrimônio das cidades; terreiros de candomblé estão na pauta .



ArquiMemória debate patrimônio nas cidades; terreiros de candomblé estão na pauta


O Encontro Internacional sobre Preservação do Patrimônio Edificado, ArquiMemória 4, segue até sexta-feira (17) no Centro de Convenções da Bahia. Segundo o presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil, seção Bahia, Nivaldo Andrade, que está na organização do evento, os temas culturais vão ter maior destaque em relação a assuntos específicos como por exemplo a construção da ponte Salvador-Itaparica ou o Terminal de Regaseificação da Petrobras na Baía de Todos-os-Santos. Um dos assuntos que o arquiteto considera relevante é a discussão sobre preservação nos terreiros de candomblé.

Pesquisa constata 480 terreiros de umbanda e candomblé em Teresina


Pesquisa constata 480 terreiros de umbanda e candomblé em Teresina




O mapeamento das casas de umbanda e candomblé de Teresina registrou mais de 480 terreiros somente na capital. O levantamento faz parte das políticas públicas da rede matrizes africanas.


O gerente da Fundação Monsenhor Chaves, Daniel Aracacy, informou que as ações fazem parte da política de igualdade racial e de valorização dos terreiros.

Com o mapeamento, o poder público poder viabilizar recursos para aulas de música, computação, prevenções a doenças e ações sociais nos terreiros. As atividades estão sendo incentivadas pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir).

A etapa faz parte do projeto Terreiros do Brasil, desenvolvido pela Seppir com o objetivo de articular políticas públicas para o fortalecimento institucional e melhoria da qualidade de vida nas comunidades tradicionais de terreiro do País.

Banda Afro Gurungumba participou ontem do Ato-Show , evento realizado na praia da Jatiúca pelo " Fim das Intolerâncias "


Banda Afro Gurungumba participou ontem  do Ato-Show , evento realizado na praia da Jatiúca pelo " Fim das Intolerâncias "




A banda foi um dos grandes destaques do evento realizado dia 19/05/13 na praia de Jatiúca , que teve como incentivo acabar com as Intolerâncias de modo geral .



O evento " O ato-show" teve inicio no dia 19/05 e contou com a presença de grandes artistas , grupos de dança , e cantores aonde o motivo do evento seria protestar pelo fim das Intolerâncias em geral , tiveram muitas pessoas reunidas no evento , grupos a favor de diversas causas relacionadas a cultura , educação , e intolerâncias .


 " O Ato-show, que é uma mobilização popular pacífica, pelo respeito às diferenças, é uma forma de levar às ruas nossa indignação contra TODAS as formas de intolerâncias e/ou opressões que ousam cercear nosso direito de ter direito. "


foi organizado em parceira do Instituto Raízes de Áfricas com o Conselho Municipal da Condição Feminina de Maceió/AL e contou com a presença de grandes artistas Alagoanos .



sexta-feira, 17 de maio de 2013

Líderes de terreiro de maceió se reúnem no encontro da rede do povo de matriz Africana .


Líderes de Terreiro de Maceió se reúnem no encontro da rede  do povo de matriz Africana .



Líderes de terreiro de Maceió , participaram da Rede  do povo de matriz africana , discutiram sobre saúde , intolerância religiosa e outros assuntos importantes .












sábado, 11 de maio de 2013

Membros do candomblé protestam contra projeto na Câmara Municipal


Membros do candomblé protestam contra projeto na Câmara Municipal

Vereador enviou PL que prevê proibição de uso de animais em oferendas.
Comissão de Constituição e Justiça vai votar proposta .



Comunidade negra se une contra projeto de lei de vereador baiano, na Bahia (Foto: Imagem/TV Bahia)
Representantes do Candomblé compareceram à Câmara Municipal de Salvador nesta segunda-feira (6) em campanha contra projeto de lei (PL) do vereador Marcell Moraes (PV), que proíbe uso de animais nas oferendas de religiões de matriz africana. A reunião ocorreu durante a sessão ordinária. De acordo com a Câmara, o autor do projeto esteve presente, mas se saiu do plenário sem comentar o assunto (Foto: Imagem/TV Bahia)

sexta-feira, 10 de maio de 2013

NOVIDADES NO BLOG : COLUNISTAS CANDOMBLÉ ALAGOAS !


Concurso Cultural do blog : Colunista Afro  . 





Você sempre acompanha nosso blog ? você sempre dá uma passadinha aqui para ver alguma novidade ?   Você se interessa pelo tema do blog ?   O momento para voce ser um "Colaborador " do blog é agora !   sim , sim , estamos abrindo espaço para jovens colunistas que estejam interessados em ampliar nosso trabalho , e que acima de tudo sempre tenham um bom conteúdo para postar aqui no blog , além de é claro ter seu nome e trabalho divulgado no blog mais visitado e oficial sobre candomblé em alagoas .
O concurso cultural acontecerá a partir de 11 de maio , e terá fim no dia 1 de junho , ou seja  vocês ja tem um bom tempo pra criar um bom conteúdo sobre a temática em si do blog , nos enviar e é claro cruzar os dedos pra ser um dos novos e primeiros " colaboradores " do blog candomblé em Alagoas , e ganhar é claro espaço e destaque como colunista oficial do blog .

COMO PARTICIPAR ?  -   Para participar basta você criar uma postagem/entrevista/documentário/cobertura de evento/outro    e enviar para o e-mail  cultosafricanos_mcz@hotmail.com  no titulo da postagem nao esqueça de colocar " CONCURSO CULTURAL COLUNISTA AFRO "  em seguida o conteúdo com o tema que você decidiu abordar  .  

PREMIO DO CONCURSO -  O prêmio do concurso cultural é por direito 3 meses de experiencia como " Colunista Afro do blog " com direito a total liberdade de postagem na página Colunistas do blog , além de ter destaque e divulgação de seu nome em nosso site .

QUANTAS VAGAS PARA COLUNISTAS ? - No total temos 3 vagas para colunistas , no entanto as três nao sejam preenchidas na mesma época , tudo pode acontecer depende do potencial dos participantes.

AONDE POSSO TIRAR MINHAS DUVIDAS ? -  Envie um e-mail para Cultosafricanos_mcz@hotmail.com  responderemos o mais rápido possível 


terça-feira, 30 de abril de 2013

uliana Paes será uma das estrelas a defender uma religião no programa 'Sagrados',


Juliana Paes será uma das estrelas a defender uma religião no programa 'Sagrados', 














Juliana Paes será uma das estrelas a defender uma religião no programa 'Sagrados', que estreia nova temporada nesta segunda-feira, 29 de abril de 2013

segunda-feira, 29 de abril de 2013

IX SEMINÁRIO NACIONAL DE RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS E SAÚDE .




É com imenso prazer que o blog oficial e mais visitado representando a religião candomblé do estado de Alagoas anuncia a chegada do IX Seminário Nacional Religiões Afro-Brasileiras e Saúde  , que acontecerá em Maceió  nos dias 29 e 30 de Abril de 2013 , no Hotel Jatiúca Resort .
É um evento de grande seriedade e conta com a presença de grandes Babalorixás da capital , veja a seguir  fotos do evento :














quinta-feira, 31 de janeiro de 2013


Ex-BBB Ariadna faz iniciação para o candomblé; veja fotos


Em imagens, postadas por uma mãe de santo, a jovem aparece no terreiro, fazendo a obrigação


A ex-BBB Ariadna passou por um momento especial na sua vida. No último dia 12, a moça fez sua iniciação no candomblé. O momento da obrigação foi divulgado por uma mãe de santo nas redes sociais.

Nas fotos, Ariadna aparece com um turbante branco enfeitado com uma pena vermelha dentro de um barracão, que, segundo o colunista Léo Dias, do jornal 'O Dia', está localizado em Olaria, na Zona Norte. Em seguida, a moça aparece como se estivesse em transe e, depois, de olhos fechados, como se estivesse incorporando um orixá.

Após esse momento, um capacete de ferro é colocado na cabeça da ex-sister, por cima do turbante branco.

sábado, 19 de janeiro de 2013


O Idioma Yorubá




O idioma Yorubá pertence à família de línguas do Sudão, tendo sido escrito pela primeira vez no século 19, por missionários cristãos e falado nas diferentes regiões da atual Nigéria. Era um idioma estritamente oral, tendo sido utilizado os fonemas latinos para dar uma forma escrita aos sons das palavras ouvidas. Chegou até nós no periodo da escravatura, tendo se tornado a língua geral falada nas comunidades negras. Seu ultimo refúgio foi nas comunidades de candomblé, nas modalidades Kétu, Èfòn, Ìjèsà e demais que se utilizam de elementos culturais Nagôs. Tem sido mantida através de cântigos, rezas e expressões diversas, estando aí um dos fortes motivos para a manutenção de tradições seculares. O seu conhecimento deveria estar no mesmo nível de interesse do conhecimento de atos religiosos, o que não vem ocorrendo. Por esse motivo é utilizado mais pelo hábito de ouvir e repetir palavras, sem o conhecimento necessário de sua articulação e aprendizado de suas regras básicas de conservação.
Como os demais idiomas, é um instrumento para a comunicação entre as pessoas numa sociedade em que, tudo o que se faz têm o apoio de rezas, cântigos, e declamações neste idioma. Dependendo do grau de instrução que se tenha ou do cuidado com que se fale, pode-se usar a língua correta ou incorretamente. Quando usado corretamente, consagram as normas do culto. Mas se usada incorretamente, dá origem aos “vícios de linguagem” que, em longo prazo, desfiguram o idioma e, sem que se dêem conta, acabam contribuindo para difundir os erros e até mesmo incorporá-los ao idioma. Para confirmar, basta verificar como são diferentes a forma de expressar as palavras de muitos cântigos, rezas e conversações simples, de terreiro para terreiro. Esta é uma das razões da dificuldade encontarada na tradução para se saber o que se canta e o que se reza.
A perda do som original de muitas palavras, e os vícios já creditados como corretos, impedem a interpretação de certas palavras que ao serem traduzidas, não conferem com o desejo do momento. Esta situação vem dando margem a que pessoas, no afã de traduzir, substituam essas palavras por outras que mais lhe convém, provocando mudança total no sentido daquilo que se deseja naquele momento. Em outros casos, a tradução fica destituída de significados, passando a não ter nenhuma relação com o ato que está sendo feito naquele momento. São pessoas predispostas a exibir conhecimentos para os quais não foram qualificadas por falta de seriedade científica, pelo fato do que for apresentado poder vir a ser aceito como autêntico, criando novos vícios para uma religião plena de problemas a serem solucionados.
A linguagem é a chave cultural de um povo. Sem rever seus aspectos, origem e formas, não podemos nos construir na religião, pois na maioria das vezes não se sabe o que se canta e o que se reza.
O seu aprendizado será a resposta para muitas dúvidas que existem na religião. Mas não somente em saber interpretar os cântigos e rezas como forma de curiosidade, mas sim pelo fato de poder sentir mais intimamente, através do seu conhecimento, o alto grau de religiosidade que existe nas mensagens. E a sua utilização terá uma extensão maior ao ser empregado também na literatura humana e de uso corrente.
O alfabeto Yorubá é muito similar ao português, exceto para algumas letras que são pronunciadas de forma diferente. Compôe-se de 18 consoantes e 7 vogais:
A B D E E F G GB H I J K L M N O O P R S S T W Y.
Como pode ser observado não são utilizadas as letras C,Q,X,Z e V.
. .
Letras repetidas acima que se utilizam de um ponto em baixo: O, E, S
Vogais Orais: A E E I O O U . .
Vogais Nasais: AN, EN, IN, ON, UN
O Yorubá como língua Tonal, utiliza-se de três sons: alto, médio e baixo ou grave, representados por acentos superiores nas vogais: acento agudo, som alto, acento grave, som baixo e sem acento, indicando o som médio ou a voz normal. Isto quer dizer que eles não devem ser confundidos com nossos acentos. Um ponto colocado embaixo das vogais E e O, lhes dá o som aberto, caso não o tenham terão o om fechado. As vogais quando seguidas da letra N, terão um som nasal. A letra S com um ponto embaixo tem som de X ou CH, caso não tenha, terá o som natural da letra S.
Pronúcia de algumas letras:
G: tem um som gutural ou seja, deve ser lido como em Gostar e nunca como em Gentil.
H: tem som expirado aproximado de rr.
J: tem som de dj, como em adjetivo, adjacente, adjunto.
R: leia como em arisco, nunca tem o som de rr.
W: tem o som de u.
Y: tem o som de i.
S: tem o som normal, sendo que, caso tenha um ponto ou tracinho embaixo, terá o som da letra x.
P: tem o som de kp, que devem ser lidos juntos.
GB: deve ser pronunciada com as duas letras juntas.
A Estrutura Silábica da língua Yorubá consiste de qualquer vogal ou de uma consoante seguida de uma vogal. Como consequência do Yorubá ser uma lingua tonal, a mesma consoante combinada com uma vogal poderá formar diferentes palavras com tons, acentuações diferentes, comom por exemplo:
Ra: no tom médio significa raspar
Rá: no tom agudo ou alto significa rastejar
Rà: no tom grave significa comprar, amarrar.
Wá: no tom agudo significa procurar, vir, dirigir, dividir.
Wà: no tom grave significa ser, existir, haver.
Os pronomes pessoais antecedem todos os verbos Yorubá. isto quer dizer que devemos especificar o sujeito de todo verbo Yorubá para que se saiba quem fala, com quem se fala e de quem se fala.
Os verbos não se alteram na conjugação, eles são distinguídos pelos pronomes, e os tempos são conhecidos por marcas indicativas de tempo. vejamos alguns:
Ti: faz o tempo passado; também significa a palavra já, para enfatizar uma ação feita.
Kò máa dáwò lóní: Ele não cosntuma jogar hoje
O vocabulário Yorubá tem sido ampliado por meio de disversos procedimentos. Dentre as palavras criadas, muitas foram resultantes da utilização das partes do corpo humano, é utilizado para definir as coisas altas e destacadas; as mãos, as coisas que dão segurança, os pés, para uma firmeza, os olhos como a parte principal de alguma coisa, as nádegas, como a base do corpo. Deste modo, podemos relacionar algumas palavras:
Orí: cabeça
Òkè: montanha
Orí òkè: topo da montanha
Orí igi: topo da árvore
Ojú: olhos
Orùn: sol
Ojúorùn: disco solar
Bajé: estragado
Inú: estômago
Inúbàjé: aborrecido
A linguagem se utiliza bastante da técnica de figura da fala na construção de seu vocabulário.A extensão figurativa do uso da palavra para abranger outros significados é mais usada entre os Yorubás do que em muitos outros idiomas. Algumas frases, se não forem bem compreendidas, poderão sugerir outras interpretações, como vem ocorrendo na interpretação muitos cantigas na roda de candomblé.
O Yorubá raramente inventa uma palavra novamente. Procura combinar a semelhança do novo objeto já familiar. A composição é então formada para designar o novo objeto. O trem, o avião, o navio foram introduzidos na cultura na mesma classe dos meios de transporte. A palavra chave é Okò (colocar um ponto embaixo das letras O) Como foram designados:
Okò okun(mar)= navio
Okò irin(ferro)= trem
Okò òfurufú(ar)= avião
Aprender um idioma é o mesmo que aprender qualquer outra habilidade: exige prática. Há uma diferença entre compreender o significado de uma palavra e falar um idioma. É isso que vem acontecendo nos candomblés. Não é de hoje que se canta o que se ouve sem a menor preocupação de se entender o que canta, as variações dessas mesmas cantigas de uma casa para outra e muitas vezes sendo da mesma nação. A facilidade de como as pessoas criam e inventam palavras, aglutinando-as, colocando acentos e aportuguesando o Yorubá, como que quisessem reinventar o idioma, que já sofreu com seus dialetos, fora a eluta para manter o idioma Yorubá, pode ser corrigidoas através dos bons cursos de língua Yorubá, basta ter humildade e vontade de aprender o correto independente da idade de iniciação que tenha.
Pesquisa: ICAPRA-Instituto Cultural de apoio a Pesquisa às Tradições Afro.
Professor: José Beniste responsável pelo curso de Yorubá

Reencarnação existe ou não?









Se acharmos que uma grande desgraça nos espera, certamente veremos o que vier a ocorrer como uma desgraça. Se estivermos aguardando por um momento de iluminação, de expansão da consciência, provavelmente é isso que provaremos. Se acharmos que tudo é história da carochinha e que nada mudará, provavelmente nossos olhos não conseguirão enxergar nenhuma mudança verdadeira.
Em qualquer circunstância, pode-se dizer que o nosso padrão de pensamento cria a nossa realidade. Tudo o que vivenciamos é interpretado e decodificado a partir das crenças e ideias que alimentamos a respeito. Por exemplo, diante da mesma afirmação da Bíblia, em questões extremamente controvertidas em que católicos, protestantes e espíritas pensam de forma diametralmente oposta, todos eles defendem, com total honestidade, a ideia de que no que está dito em determinada passagem (a mesma para todos) está precisamente a prova de que eles estão certos e os outros errados. E cada um deles acredita piamente nisso.
Assim, é possível que talvez não exista “realidade” e “verdade” como algo absoluto. No nosso mundo físico, material, toda e qualquer realidade é relativa, e não há como dissociá-la do referencial a partir do qual ela é vista. Hoje sabemos que a matéria como algo sólido não existe, no entanto ela é absolutamente real aos nosso sentidos.
A nossa verdade, por exemplo, é que para nós o mundo é colorido, a verdade do cachorro é que o mundo é preto e branco, a verdade do inseto é que o mundo é quadriculado. Animais que enxergam cores fora do nosso espectro veem um mundo em cores para nós inexistentes. É duvidosa a existência de um mundo “absoluto” e, como seres humanos, jamais saberemos se existe e, em caso positivo, como seria, pois vivemos no mundo que podemos e que acreditamos conhecer.
Durante o sonho, o sonho não é real? E muitas vezes, não mudamos os contextos, no sonho, ao nosso bel prazer? Do mesmo modo, durante a nossa vida, a vida é real para nós, e dela fazemos o que queremos, já que não temos como contrastá-la simultaneamente com qualquer “outra realidade”. Isso se estende muito além do mundo captado pelos sentidos físicos. Estende-se ao mundo do conhecimento, das ideias, das crenças e da imaginação. Estende-se à totalidade do nosso ser, daquilo que ele pensa que é, e do mundo em que ele pensa que está.
Em sentido absoluto, nada sabemos. Como dizia Sócrates, “o meu único saber é que sei que nada sei”. Admitir isso significa fazer o que a fìsica quântica hoje está fazendo: abrir-se para toda e qualquer possibilidade, sem excluir nenhuma, já que tudo aquilo que nossa mente excluir, excluído estará, ipso facto, do nosso universo pessoal de possibilidades. Por que e para que nos limitarmos? Alguns dirão: para não enlouquecermos. Mas não seria uma loucura maior fecharmos tantas portas mentais, a priori, impedindo que uma série de “realidades” possa ocorrer conosco, já que as expurgamos desde logo do campo dos pensamentos das “possibilidades possíveis”? Acaso é possível, fora do universo físico que conhecemos, afirmar a existência de “possibilidades impossíveis”?
Claro que essa visão constitui abominação para qualquer religião, já que toda religião tem a pretensão de nos oferecer um pacote de “verdades absolutas”. E nem poderia ser diferente, já que toda religião foi criada e organizada por homens, embora estes sempre se atribuam a condição de arautos do próprio Criador.
Se o ser humano se levasse menos a sério e fosse menos obsecado pela “verdade”, talvez ele conseguisse experienciar um campo de “realidade” muito maior, se permitindo tangenciar “realidades” bem mais interessantes e criativas das que ele se permite “conhecer”.
Assim como os budistas dizem que a única coisa permanente é a impermanência, parece fazer todo sentido dizer que a única coisa absoluta, para o ser humano, é a total relativização ou, se se preferir, que a única verdade, para o ser humano, é a ilusão. Já Orixalistas não creem em reencarnação, creem no retorno contínuo da nossa energia advinda de uma energia matriz.
Ao me perguntar sobre a reencarnação, eu disse que, provavelmente, os que acreditassem nela reencarnariam, ou achariam que reencarnariam, e os que não acreditassem, não reencarnariam, ou assim achariam. Concordo que parece um discurso totalmente absurdo, Mas talvez não necessariamente o seja.
O verdadeiro alcance e a magnitude da célebre advertência: “Assim como creres, assim será”, talvez seja bem mais literal e infinitamente mais amplo do que se possa supor.”
Façam uma reflexão gradativa e sem apegos e sem documentos superiores, sejam idônios, pois é muito mais fácil saber o que vamos fazer amanhã.
Parte do texto copilado da Internet, adaptado e organizado.
Autor desconhecido.



quarta-feira, 16 de janeiro de 2013


Descendência, Parentesco e Aderência!


Existe uma discussão muito acalorada e com muitas dúvidas para se saber quem é Filho ou descendente direto de um determinado Ndanji (axé), quem é parente, e quem é aderente.
Na minha concepção e em conversa com os mais antigos, cheguei a uma simples conclusão e posição a respeito do polêmico assunto.

Filho: É todo aquele que é feito dentro da casa matriz, pelo Zelador (a).

Descendente: É todo aquele que é filho de um filho direto da casa matriz.

Parente: É todo aquele que é filho de uma casa descendente da casa matriz.
 Exemplos; Tios, Tias, Primos, Primas, Sobrinhos e etc.

Aderente: São as pessoas que vêm de outra casa e tomam obrigação na casa matriz ou em suas descendências.

*Somente a casa matriz tem o direito de estampar a bandeira “Axé Tal”,  as provenientes, podem estampar a bandeira de “Descendentes de Tal Axé”

*As casas dos aderentes, só poderão estampar a bandeira do axé a que aderiram, desde que seja plantada ali, seus fundamentos, ritos e preceitos.

*Não é porque o Zelador (a) tomou obrigação em um determinado axé que sua casa e seus filhos se tornarão automaticamente pertencentes ao axé que o Zelador (a) tomou obrigação.

As leis do universo são imutáveis, quem nasce brasileiro mesmo que se naturalize americano, e, mesmo com todos os direitos civis do pais que lhe acolheu, sempre será brasileiro.

“Não temos que ter vergonha de nossas origens, porque quem não sabe ser pequeno, nunca crescerá”.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

  • Qualidades do Orixá Ogun


    Como diz Altair T´ogun em seu livro, não existe qualidade de orixá, mas sim diferentes meios de cultuá-lo baseado em cultura advinda de várias cidades africanas diferentes, porém a partir de hoje estarei escrevendo sobre suas qualidades e começarei com o Orixá Ogun.
    - Ògún Meje – É o mais velho de todos, a raiz dos outros, Ògún completo, velho solteirão rabujento.
    - Ôgúnjá - é um Ògún, como indica seu nome, particularmente combativo. Amigo do cachorro que lhe é consagrado é como ele um protetor seguro. Mas tem temperamento rabugento, solitário, veste-se de verde escuro e usa contas verdes..Dizem que acompanha Ogúnté.
    - Ògún Ajàká – é o "verdadeiro Ògún guerreiro", sanguinririo, que em princípio se veste de vermelho. Teria sido rei de Òyó e irmão de Sàngó. Ajàká é um tipo particularmente agressivo de Ògún, um militar acostumado a dar ordens e a ser obedecido, seco e voluntarioso, irascível e prepotente.
    - Ògún Xoroke – usa contas de um azul escuro que se aproxima do roxo do colar de Esú, seu irmão e amigo íntimo. "Xoroke é um Ògún que tende a confundir-se com Esú, agitado, instável, suscetível e manhoso.
    - Ogun Meme - veste-se igualmente de verde e usa contas verdes, como Ogunjá, mas de uma tonalidade diferente.
    Ògún Wori - (Warri, ou wori: Yorübá) – é um Ògún perigoso, dado da feitiçaria, ligado ao màriwò, aos antepassados.; Tem temperamento difícil, suscetível, autoritário o espírito dogmático.
    Ògún Lebede (Alagbede) – é o Ògún dos ferreiros, marido de Yémánjá Ogúnté e pai de Ògún Akoro. Representam um tipo mais velho de Ògún, trabalhadores conscienciosos, severos, que “não brincam em serviço”, ciente de seus deveres como de seus direitos, exigente e rabujento.
    Ògún Akoró - é o irmão de Òsòsi, ligado a floresta, qualidade benéfica de Ògún invocada no pàdé. Filho de Ogúnté, Akoró é um tipo de Ògún jovem e dinâmico, entusiasta, era preendedor, cheio de iniciativa, protetor seguro, amigo fiel, e muito ligado a mãe.
    Ògún Oniré - é o título do filho do Ògún que reinou sobre Iré, o dono de Iré, primeiro filho de Odúduwà. Oniré é um Ògún antigo que desapareceu debaixo da terra. Usa também contas verdes. Guerreiro impulsivo é o cortador de cabeças, ligado à morte e aos antepassados; orgulhoso, muito impaciente, arrebatado, não pensa antes de agir, mas acalma-se rapidamente.
    Ògún Olode - é o Ògún dos caçadores, originário de Kétu. Não come galo por ser um animal doméstico. Amigo do mato, dos animais, conhecedor dos caminhos, e é um guia seguro. Seu temperamento solitário assemelha ao de Òsòsi.
    Igbo - é outro
    Ògún Popo – seria o nome de Ògun quando foi a terra dos jeje, é um tipo fanático.
  • Assentamento de ogum.
  • Igba ogun ou assentamento de ogum como é chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos de várias formas, seguindo o mesmo princípio. As vezes são vistos em panela de ferro, alguidá, panela de barro, ou recipientes de metal como cobre,alumínio e bronze, todavia sempre com artefatos do metal ferro,(martelo, foice, espada, torquês, pá, picareta, facão), no mínimo de sete ferramentas e no máximo de vinte e uma. Justificado a mitologia Yoruba como o orixá ferreiro, senhor dos metais, caminhos e da agricultura.
  • Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis. Determinados assentamentos de ogum são preparados da mesma forma do Igba exu, embora o ato de sacralização seja diferente.
  • Nota: Todos assentamentos igba orixá , devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas.
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  •  Referências
    Cossard, Giselle Omindarewá,Awô, O mistério dos Orixás. Editora Pallas. 

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